segunda-feira, 25 de outubro de 2010

Prumpo

Prumpo, pronto será prumpo.  Eu não sinto, eu prumpo  Estou prumpando neste momento. Prumpo o tempo todo. Prumpo vai suprir minha carência de estar na moda. A moda de dar nomes. Prumpar é bom. É até mais criativo e mais bonito. Pronto estou te prumpando agora. Me prumpa também?


Eu te prumbo. Não eu não te prumbo. Eu te pulin ou não te pulin? 
Eu não sei. Só quero saber o que vou plampar quando estiver contigo.


Seção A

O que me incomoda é a moda de classificar. Ninguém sabe nada do que passa no meu mundo, ele é só meu e faço questão que seja assim, mas já tratam de me colocar em setores, como se o mundo fosse um imenso supermercado e estivéssemos separados por seção, a dos preguiçosos, dos trabalhadores, do superficiais e etc.. Agora trataram de me colocar na seção dos apaixonados, hora em hora alguém diz tu estas apaixonado, nas nuvens e careta. Só respiro fundo, não preciso rebater nada disso deixem que pensem o que quiserem. Estou e sou onde quero estar e ser, onde a natureza me levou. E se for pra estar numa embalagem com código de barra, prefiro então está no corredor dos que amam, já que nas classificações o amor é mais bonito e perto da perfeição, é isso, estou vivendo o perfeito, sentindo e sendo o imperfeitamente perfeito, o natural. Apaixonado, sempre fui, na vida, nas ações, nos momentos... e AMAR...

... estou amando, livre, correndo, chorando, caindo, querendo, renegando, fazendo, quebrando, construindo, derrubando, conhecendo, ficando cego, surdo, mudo, falando, silencio, barulho, sono, inquieto, sorrindo, gargalhando, chovendo, trampando, na lua, no sol, no mar, me vendo, te vendo, na mentira e na verdade, na saúde e na doença, na alegria e na tristeza até que a morte nos separe... vivendo...

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

Amo


Gosto assim, de uma forma doce, sutil.
Nem quente. Nem fria.  Só gostosa
Nem longe.  Nem perto.  Aqui
Com reviravoltas e rodopios
Com risos.  Lagrimas.  Suspiros
Gosto assim. Gosto. Não gosto. Desgosto.
Nem muito, nem pouco. Sei. Não sei.
Amo.

Alô

- Ana?!
- Alô?
- Ana?
- Ahh!Ahhh não! Não acredito! Aiii que linda!! Que vontade de te apertar!! É você?! Como você tá? Tá bem?
- Sim! Sou eu... tô bem... e você? Como tá?
- Cara, é que to no meio de uma assembléia... Mas tô bem... E aí?
- Volta lá, ligo depois...
- Não não... fala.
- Não quero te atr... queria escutar tua voz, pra lembrar como é...
- Tô numa assembléia com dois mil estudantes... ãn? Queria escutar minha voz?
- É... queria escutar tua voz, pra lembrar como é...
- Mas por telefone nem dá... sai diferente, mas dá ter uma idéia... Ou não... quer saber? Não te guia por essa imagem não!
- Não quero me guiar por imagem nenhuma, quero esperar e construir todas...
- É é... não pensa em nada mesmo, só pensa que tá bom assim, gostoso... é melhor.
- Sim, sim... tá bom assim...Então... é isso! Volta lá, senão você vai perder a  assembléia.
- Então é isso... beijão linda!
- Beijão...

***

Quando o telefone desligou, tremia mais do que coqueiro coquerando na beira da praia. E de repente um misto não sem de que começou a tomar conta dos meus dedos, pernas, tronco, braços, cada fio de cabelo tomado pelo rebuliço das borboletas, assim chamo essa mistura de sentido. Sorria e junto do meu sorriso, diversas lágrimas, uma pedra de gelo no lugar da barriga, vontade de correr, pular, gritar, ficar quieta num canto onde ninguém no mundo pudesse me ver, só pra tentar guardar na memória cada sonzinho ouvido minutos antes.
Dizia:  “tô nervosa, tô nervosa”, “Não quero ela... não! Não!.”, “ eu quero! Eu quero ela aqui!.” “preciso me acalmar... não posso ficar assim...” “como ela tá conseguindo fazer isso comigo?”.
As frases vinham uma pós a outra, não sei se as falava ou se elas falavam de mim... A confusão de pensamentos, a voz dela, minhas lagrimas meu riso. Borboletas em ebulição. Assim foi a primeira ligação.



quinta-feira, 21 de outubro de 2010

Ana,


   Como é dizer eu te amo?
   As vezes que senti isso não pude dizer, não consegui dizer.
   Hoje queria poder dizer isso, mas não posso. Avaliando os últimos anos, de tudo o que tive,  tu estas sendo o mais próximo do te amo. O pior é que gostei de uma e de outra pessoa, muito mais do que de ti, nesse momento, e nem sei se vou gostar a esse ponto, ainda sim te amo e não as amei. Não a conheço, tenho certeza que nunca irei conhecer, mas amo. Não nos temos perto,  não nos falamos, não temos contato, nem aparências, muito menos diferenças, não sabemos nada, cor, musica, livros, futilidades, nada... só o primeiro nome, que teima em pedir complemento, e um misero endereço incompleto que nunca me levará a lugar nenhum, muito menos essas cartas. Não temos nada, não é mesmo minha pequena? Nem uma relação pequena, cortada, laçada ou entrelaçada. Só temos o que está em questão. A questão é: eu te amo.
   Tenho um cão universitário, não mora comigo, não me faz companhia, o vejo quando resolve aparecer, dou comida quando está ao meu lado, carinho quando assiste algumas aulas, e quando olho de novo... pronto, sumiu, não está mais lá, está correndo atrás de uma cadelinha ou simplesmente indo atrás de outro dono. Sou louco por meu cachorro, amo-o.  Eu o deixo livre conforme sua natureza, ou ele me deixa livre conforme a minha, não sei nada dele, talvez por isso eu goste mais dele do que do papagaio que vive em minha casa, engaiolado.
   Vendo assim por esse lado, você até parece com meu cãozinho, por favor não se irrite com a minha falta de jeito de dizer as coisas, não é que eu goste de você como gosto do cão, mas é a única forma que vejo de afirmar todo esse sentimento... nossa!SENTIMENTO! Essa palavra me dá calafrios...
   Ninguém disse que eu precisava afirmar nada né?
   A auto-afirmação  e a mania de dar significado e nome as coisas disseram que eu precisava sim...
   Enfim, o a única coisa que realmente importa é: eu te amo...

Pedro